Mostrando postagens com marcador TJ-SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TJ-SP. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Em Encontro Estadual, servidores do TJ-SP redefinem pauta de reivindicações


Pleitos dos assistentes sociais e psicólogos continuam na pauta geral




Como ocorre todos os anos, os servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo reuniram-se em um Encontro Estadual, no último dia 24, na sede da Associação de Base dos Trabalhadores do Judiciário do Estado de São Paulo (Assojubs). A AASP Brasil esteve presente, representada pela segunda tesoureira, Fátima Zanoni Mastelini, pela conselheira fiscal Maria Lúcia de Souza e por associados.

O evento teve por objetivo a rediscussão da pauta de reivindicações a ser entregue ao TJ-SP. Também ocorreram palestras para tratar da conjuntura atual e novas formas de produção no Judiciário.

O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), conhecido defensor das lutas dos funcionários públicos paulistas, também esteve presente. “É muito importante vê-los reunidos para trabalhar em torno da campanha salarial em um momento em que o país vive grandes ataques aos direitos dos trabalhadores”, disse. Ele também falou sobre o orçamento do Tribunal para este ano. Afirmou que há verba suficiente para garantir reposição salarial aos servidores, mesmo com o corte ocorrido pelo Executivo. “É preciso se mobilizar para disputar este orçamento”.


Giannazi aceitou nos ajudar também na luta contra o Depoimento Especial


Giannazi também teceu explicações sobre o Projeto de Lei, de sua autoria, que institui o nível universitário para o cargo de escrevente judiciário. Há muitos questionamentos sobre a possibilidade de o PL ser barrado por vício de iniciativa, já que se entende que um projeto deste tipo deveria partir do próprio Tribunal de Justiça. O parlamentar argumentou que, de qualquer forma, o PL é um instrumento de pressão junto ao Legislativo. “Não podemos esquecer que 2018 é ano de eleição e muitas disputas ocorrerão, quadro que pode favorecer a nossa luta”, lembrou apontando que, dependendo das articulações, o Projeto pode ter andamento, independente da autoria.


Pauta e bandeiras de luta
Na pauta de reivindicações, as principais discussões giraram em torno da reposição salarial, do nível universitário dos escreventes, aumento real do auxílio-saúde, entre outras coisas. Assim, que tivermos a nova redação da pauta, publicaremos nos nossos meios de comunicação.

Fátima defendeu a permanência do item sobre a equiparação salarial dos assistentes sociais e psicólogos com o pessoal da Saúde do TJ-SP, uma vez que a instituição atendeu apenas à parte deste pleito. Foi concedido apenas 60% do valor do salário dos enfermeiros. Continuaremos na luta para que a equiparação seja de 100%.

Também continuará na pauta a não obrigatoriedade de participação de assistentes sociais e psicólogos: 

      a) Em trabalhos ou metodologias que não sejam sua atribuição profissional;
         b) Que firam sua ética profissional;
      c)  Que sejam contrários às deliberações de seus conselhos de classe.

Foi aprovado que se acrescente um item para que ambas as categorias possam participar das discussões sobre as atribuições e também um item sobre o serviço cumulativo.

Além da pauta discutiu-se as bandeiras de lutas que deverão ser encampadas por todas as entidades representativas dos servidores, tais como: Pela defesa do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), Contra as reformas, contra o Depoimento Especial de crianças e adolescentes vítimas de violência, contra o auxílio-moradia, entre outras. O slogan da Campanha Salarial 2018 continuará sendo o das campanhas passadas: Nenhum direito a menos!

Já foi definido o próximo calendário de mobilização:

12/03 – Assembleia-geral da categoria na Praça João Mendes
22/03 – Ato público em defesa do Iamspe

Conjuntura e novas formas de produção
Os convidados para as palestras foram o jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, e Mário Montanha Teixeira, assessor jurídico do Tribunal de Justiça do Paraná. Suas falas versaram, respectivamente, sobre a “conjuntura nacional” e “as novas formas de produção, o trabalho no Judiciário”.

Altamiro Borges iniciou sua palestra apontando a dificuldade de se analisar o atual momento da política brasileira. “Vivemos uma época de total imprevisibilidade e confusão. Confesso, por exemplo, que não sei se haverá eleições em outubro, se Lula será preso ou não, se será candidato ou não”, expôs. O jornalista acredita que o país passa por uma severa fase do Capitalismo caracterizada pelo o que chama de “os três Ds do Neoliberalismo”: Desmonte do Estado, desmonte da nação e desmonte do trabalho. E quem paga a conta é o trabalhador. Os servidores públicos passam a ser os principais alvos das políticas de austeridade e retirada de direitos, são colocados como “marajás” que precisam perder os privilégios. “Vocês estão apanhando e vão apanhar mais, pois, para desmontar o Estado é preciso desmontar o Serviço Público como um todo”, explicou. Os sindicatos e associações também estão no alvo. “Como não é mais possível impor uma ditadura como a que se iniciou em 1964, agora atuam em duas frentes: asfixia financeira e divisão na base”. Para ele, o governo tenta desmontar o sindicalismo propondo alterações tais como o fim da contribuição compulsória sindical e jogando trabalhadores uns contra os outros. Como agir diante deste cenário? Três ações são importantes: Investir na luta com permanente mobilização, investir na politização (não a ligada a partidos, mas na educação política em si) e investir na unidade entre sindicatos e centrais sindicais, este é um momento para deixar diferenças de lado e centrar todos os esforços na luta geral.

Mario Montanha, cuja experiência é como servidor do TJ do Paraná acredita que “vivemos momentos diferentes do mesmo processo, tudo em decorrência do mesmo modelo global de gestão que vem sendo implantado em todos os tribunais do Brasil.” Para ele, a conjuntura que vivemos não é nova, é apenas uma releitura de outros tempos, de outros governos neoliberais. Desta forma, o que temos atualmente é um novo “Fordismo”, com a forte tendência de desqualificação da mão de obra, um acumulo brutal de funções aos servidores públicos, rebaixamento dos níveis iniciais das carreiras, o que gera um entrave aos mecanismos de progressão e centralização das ações administrativas. Ele também falou sobre os desafios sindicais. “Sempre escutamos que os sindicatos precisam criar novas respostas. Mas, quais são elas?” Para ele, a saída está em recuperar a ideia de base, de classe e de companheirismo. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Novo presidente do TJ-SP recebe entidades: “Vou me empenhar para que não haja nenhum retrocesso”

Desembargador garante reposição do INPC no salário e auxílios



Manoel Pereira Calças, desembargador eleito para a Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (biênio 2018/2019) recebeu nesta quinta-feira (22/02) as entidades representativas dos servidores para dar início às negociações da Campanha Salarial 2018. A AASP Brasil participou da audiência representada pela segunda tesoureira, Fátima Zanoni Mastelini, assistente social.

“Essa é uma reunião de servidores do Judiciário. Eu não sou o dono do Tribunal. Eu estou como presidente do TJ”, afirmou logo na apresentação. Calças colocou que estará aberto ao diálogo com os representantes dos trabalhadores. “Serei defensor intransigente de todos os pleitos possíveis. Vocês podem ter certeza de que vou me empenhar para que não haja nenhum retrocesso”. Disse também que no que se refere à reposição de perdas inflacionárias e garantias de direitos já estabeleceu uma ordem de prioridade: primeiro os servidores, depois os juízes e por último os desembargadores.

Em seguida, o presidente apresentou alguns pontos que sua gestão já começou a trabalhar:
1. Mandado de segurança contra decisão do CNJ de determinação da necessidade de grau superior para os coordenadores e supervisores dos cartórios, inclusive mandando cessar as designações atuais;
2. Chamamento público para a área de saúde, possibilitando parcerias com instituições de ensino com o objetivo de realizar atendimentos clínicos nas áreas de Saúde, Odontologia, Psicologia e Psiquiatria (publicado nesta quinta no Diário Oficial da Justiça);
3. Correção do auxílio-transporte atual para o valor da tarifa da capital. A correção será realizada em março, retroativo ao início da vigência da tarifa (R$ 8,00 por dia de trabalho);
4. Correção integral da data-base em março. TJ aguarda o percentual do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)  a ser divulgado ainda em fevereiro;
5. O mesmo percentual do INPC será aplicado para reajuste do auxílio-saúde e auxílio-alimentação;
6. Implementação do acesso, garantido pelo artigo 29 da LC 1111/2010 (projeto será elaborado para aprovação pelo Órgão Especial);
7. Implementação da valorização dos servidores: capacitação na área de gestão de contratos; lançamento do Manual de Contratos do TJ-SP; Programa de desenvolvimento de novas lideranças; treinamentos específicos para os servidores concorrerem aos cargos de assistentes jurídicos e judiciários;
8. Retorno do Banco de Talentos e implementação do Currículo Virtual dos Servidores para que o TJ possa identificar no quadro de servidores os talentos necessários ao aprimoramento dos trabalhos institucionais;
9. Manutenção do Instituto da Remoção, uma conquista para os servidores;
10.Informatização completa da área de gestão de pessoas para que os servidores tenham acesso completo às informações funcionais, possam extrair certidões automáticas e acompanhar a sua vida funcional, tudo em tempo real;
11. Criação de uma Secretaria de Gestão de Pessoas.

Entidades defendem principais pontos
Os representantes dos servidores expuseram os principais pontos da extensa lista de reivindicações, pontos estes primordiais para iniciar-se as negociações:
  •  Reposição salarial (do período mais o passivo de gestões anteriores, em torno de 14%);
  • Aumento real no auxílio-saúde, cujo valor está muito defasado e também por ser o único auxílio ao qual os aposentados têm direito a receber. As entidades defendem um auxílio no valor de R$ 600;
  • Que as horas extras voltem a ser computadas como horas credoras;
  • Que as comissões (orçamento, saúde, assédio moral, etc) sejam retomadas para discussão dos demais itens da pauta;
  • Que o TJ agende com urgência uma reunião para debater a questão do nível universitário para os escreventes.




Assistentes sociais e psicólogos
Fátima falou sobre a urgente necessidade de o Tribunal de Justiça homologar os concursos para assistentes sociais e psicólogos realizados em 2017, para recomposição do quadro técnico da instituição. Isso aliviaria a situação de diversos profissionais que são convocados a cumularem mais de uma comarca. “Nossos Setores Técnicos estão defasados. Há equipes com estudo de caso agendado para abril de 2019. Precisamos urgente da homologação dos concursos”, alegou.

Fátima também defendeu que as horas extras registradas como horas credoras possam ser estendidas para o Serviço Social e a Psicologia, que embora, tenham uma jornada de 30 horas semanais, muitas vezes acabam trabalhando mais tempo por conta de serviços externos ou acúmulo de demandas. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

TJ-SP abre o ano Judiciário com falas de respeito à Justiça

Cerimônia foi marcada por pedidos de respeito à Justiça e defesa dos subsídios dos juízes



Seguindo os discursos dos tribunais superiores, o Tribunal de Justiça de São Paulo, abriu, na manhã desta segunda-feira (05/02) o ano judiciário com discursos de respeito à Justiça.

Com a presença de diversas autoridades do país, a corte paulista deu posse ao seu Conselho Superior da Magistratura, eleito em dezembro. Assume a Presidência para o biênio 2018/2019 o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças. A AASP Brasil acompanhou a cerimônia representada por sua assessoria de comunicação.

Abriu as falas a desembargadora Silvia Rocha, escolhida como oradora do TJ-SP para a solenidade. “O Judiciário não esmola respeito e o que lhe é devido não há de ser negado. O respeito ao Poder Judiciário e às suas decisões a todos interessa, exceto aos mal intencionados ou à nação em degradação. Enfraquecer o Judiciário é caminho certo para enfraquecer a segurança jurídica, incentivar a violência e exacerbar os conflitos e incitar o desrespeito à toda autoridade constituída e à ordem imposta. Não é esse o nosso caminho nem o nosso destino”, afirmou.

Marcos da Costa, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP), também enfatizou o respeito em seu discurso. “Este será um ano marcante para a nossa Justiça. Ano que terá o Judiciário como o verdadeiro e legítimo espaço para julgamentos justos, realizados sob a convicção e saber de seus doutos magistrados, e não um ano de julgamentos midiáticos, que promovam declarações antecipadas de culpas, firmadas por mídias massivas e especulações em redes sociais”, disse. “Confiamos que o Poder Judiciário será marcado, em 2018,  pelo respeito a todos, ciente da importância das sagradas missões que todos os quadros exercem – magistrados, membros do Ministério Público e advogados”, completou.

Em seguida, ouvimos as palavras do procurador-geral de justiça, Gianpaolo Poggio Smanio. Ele exaltou o Tribunal de Justiça como “o porto seguro para quem necessita ter seus direitos respeitados” e que, juntamente com o Ministério Público, “continuará zelando para que a Justiça chegue a todo o Estado”. Lembrou que a Constituição Federal, conhecida como Constituição Cidadã, completa 30 anos e que a Justiça prevalecerá apesar de injustos ataques que venha a sofrer.

“Esta cerimônia, apesar da singeleza de que se reveste, apresenta-se repleta de significados. Ela se realiza em um momento em que o país passa por uma crise moral e política sem precedentes. Porém nesta crise que é basicamente  uma crise de confiança nas pessoas e instituições, a maior Corte do país dá o exemplo virtuoso de que é possível promover uma transmissão de poder pacífica e ordeira”, pontuou Enrique Ricardo Lewandowski, representando o Supremo Tribunal Federal (STF).

Seguindo o tom das falas precedentes Cauê Macris, deputado estadual pelo PSDB e presidente da Assembleia Legislativa paulista e o governador do estado Geraldo Alckmin também reforçaram a importância do respeito à Justiça, da independência dos três Poderes e do fortalecimento do Judiciário para garantia da democracia.

Por fim, o presidente empossado, desembargador Manoel Pereira Calças defendeu a independência do Judiciário para cumprimento de suas funções, sendo que esta deve ser amparada por três garantias constitucionais: a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade dos subsídios. "É preciso dizer, em alto e bom som, que as três clássicas prerrogativas constitucionais da magistratura nacional não foram instituídas e sacralizadas com o escopo de amparar a pessoa do juiz, mas sim, para proteger e garantir aos cidadãos que, ao invocarem a garantia da tutela jurisdicional, que o exercício da função jurisdicional será prestado de forma livre, independente, desassombrada e sem o temor da interferência ou da pressão de formas econômicas ou políticas”.

Auxílio-moradia
É claro que a polêmica sobre o auxílio-moradia recebido por juízes não poderia deixar de ser abordada durante a posse da nova cúpula da maior corte do país. Em entrevista coletiva após a cerimônia, Pereira Calças defendeu o subsídio e ainda o classificou como “pouco”. O referido benefício está previsto na Lei Orgânica da Magistratura, mas é tido como imoral por boa parte da sociedade brasileira. O desembargador criticou as reportagens da imprensa que mostram juízes que recebem o auxílio, hoje no valor de R$ 4,3 mil, mesmo sendo proprietários de imóveis. Chamou esta situação de “desagradável”, admitindo receber o subsídio mesmo sendo proprietário de imóveis.

Entidades oficiam solicitação de audiência
As entidades representativas dos servidores do TJ-SP, representados pela Federação das Entidades dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), pretendiam entregar em mãos ao presidente empossado um ofício reiterando o pedido de que o desembargador receba as entidades para dar início às negociações da pauta de reivindicações da categoria. No entanto, o ofício foi recebido e protocolado pela assessoria da Presidência.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

SP: AASP Brasil participa de reunião com presidente do Tribunal de Justiça

Paulo Dimas encerra sua gestão sem trazer novidades aos trabalhadores do Judiciário



Representada pela segunda tesoureira, Fátima Zanoni Mastelini, e pela conselheira fiscal Katiuscia Pereira, a AASP Brasil participou nesta sexta-feira (01/12) da reunião do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Paulo Dimas Mascaretti, com as entidades representativas dos servidores.

Dimas, que encerra sua gestão no dia 31 de dezembro, relatou o que foi feito em sua gestão e informou que será difícil trazer novidades para os servidores nestes poucos dias que faltam para o fim do ano. Alegou dificuldades financeiras e o momento de crise do país para não contemplar as reivindicações dos trabalhadores. Disse também que o TJ-SP está em uma dura negociação com o Banco do Brasil quanto aos depósitos judiciais. O banco quer reduzir a taxa. “Se tivermos uma perda na arrecadação, vamos ficar em situação complicada até para pagar o aluguel”.

As entidades focaram quatro principais pontos para debater com a Presidência: Complementação da reposição salarial, majoração do auxílio-saúde, elaboração de Projeto de Lei para implantar o nível universitário para os escreventes e retomada da mobilização das entidades e do TJ pela aprovação do PLC 30/2013 na Assembleia Legislativa.

Reposição salarial
Mais uma vez as entidades as entidades apontaram a perda salarial acumulada, que chega a mais de 20%, situação que vem se arrastando desde 2002. A situação pode ficar pior se o Projeto de Lei 920/17, que propõe a renegociação da dívida do Estado com a União e congela investimentos por dois anos, for aprovada pela Alesp.

“Se eu pudesse, tinha dado a reposição para os servidores. Demos o que foi possível. O governador queria que não déssemos nada. Bancamos a reposição mesmo com o déficit que ficaria no nosso orçamento”, disse Dimas, que alegou estar tendo dificuldades para negociar uma suplementação de verbas com o Executivo. 

Majoração do auxílio-saúde
As entidades reconheceram a importância da majoração já concedida pelo TJ, mas apontaram que o valor recebido pelos trabalhadores está muito aquém do necessário. Alegaram também que este é o único auxílio que atinge também os servidores inativos e que é preciso atender também às necessidades dos aposentados.

O desembargador disse que gostaria de atender este pleito, mas que não será possível mais nenhuma despesa que saia do fundo especial. Disse também que o TJ não esqueceu dos inativos e que eles foram contemplados quando da extensão do adicional de qualificação. 

Nível universitário
O nível universitário para os escreventes representaria não só uma melhoria salarial para a categoria como também traria mais qualidade para o serviço público. No entanto, a Presidência não vê esta questão como prioritária para o momento. “Já debatemos esta questão e não acho isto necessário. Os escreventes com nível universitário já estão contemplados com o adicional de qualificação”, alegou Dimas.

PLC 30/2013
Para o presidente esta é uma questão encerrada. O TJ não pretende ir à Alesp para retomar este tema. “Não há clima político para isto. Ir à Alesp neste momento seria sem cabimento. Eu passaria vergonha”, disse entendendo que o momento de crise econômica pela qual passa o país seria um obstáculo para a discussão de projetos como este. O PLC 30 dispõe sobre o parcelamento da dívida acumulada pelo Judiciário com seus servidores em cinco anos, o que dependeria de liberação de verbas do Executivo.

Assistentes sociais e psicólogos
Dimas falou sobre a revalorização da gratificação judiciária das duas categorias concedida no mês de novembro. “Era uma questão de fazer justiça, era uma reivindicação de muito tempo”, afirmou sobre a reivindicação das equipes técnicas que pleiteavam a equiparação da gratificação com os trabalhadores da saúde do Tribunal. Alegando falta de orçamento, o TJ concedeu apenas 60% do valor solicitado, o que na atual conjuntura, não deixou de ser um grande ganho. Disse que a questão das chefias, que ficaram de fora do reenquadramento, não havia sido prevista, mas solicitou à Secretaria de Recursos Humanos que analise esta situação.

O presidente também informou que pretende até o fim da sua gestão começar a nomear os assistentes sociais e psicólogos aprovados no último concurso.

Processo de Remoção
De acordo com o desembargador, encontra-se em fase de conclusão o Processo de Remoção 2017 e terá efeito a partir de 5 de fevereiro. Os concursos para assistentes sociais, psicólogos e escreventes acabaram atrasando os trabalhos da remoção.

Reunião de transição
As entidades também solicitaram que assim, como ocorreu na passagem da gestão anterior para a de Paulo Dimas, que o novo presidente, que será eleito no próximo dia 6, receba as entidades, juntamente como Dimas, para uma reunião de transição. Assim, o novo gestor do TJ já poderá inteirar-se das questões de seus trabalhadores.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

AASP Brasil participa de reunião entre TJ-SP e entidades dos servidores


A AASP Brasil (Associação Nacional dos Assistentes Sociais e Psicólogos da Área Sociojurídica) participou pela primeira vez de uma reunião entre o Tribunal de Justiça de São Paulo e as entidades representativas dos servidores. A presidente, Elisabete Borgianni, e a conselheira fiscal Maria Helena Correa estiveram presentes para acompanhar de perto a primeira audiência do novo presidente do TJ-SP, desembargador Paulo Dimas Mascaretti, com as entidades para dar início às negociações de 2016 e também para falar sobre as reivindicações dos Setores Técnicos do Judiciário paulista.

O novo presidente inicia a gestão de forma receptiva e positiva. Reforçou que, apesar da situação financeira do Tribunal e do corte no orçamento que será de R$ 400 milhões, quer cumprir a data-base dos servidores e estudar a negociação de outras pendências. “Ano passado perdemos muitos servidores, não podemos continuar nesta situação”, disse.

Dimas afirmou que uma de suas pretensões é lutar pela autonomia do Judiciário e que irá acompanhar de perto a execução do orçamento do governo do estado para pleitear mais recursos para o TJ-SP.

Em sua fala, Elisabete parabenizou o presidente por sua eleição, por sua postura em manter o CAPS, importante para a escuta dos servidores que sofrem assédio moral, por sua disposição em representar um Judiciário mais austero perante o Executivo e o Legislativo. “Estivemos na Alesp meses seguidos por conta da luta pela aprovação do PLC 06/2013 e constatamos que ali não é a casa onde se faz política, mas sim uma casa de horrores. Vimos o Tribunal ser desrespeitado publicamente por diversas vezes”, expôs. Ela solicitou ao desembargador que tenha atenção com os Setores Técnicos do TJ, que estão com seus salários muito defasados diante do grande aumento na demanda de trabalho. “Muitos profissionais de qualidade estão deixando o Tribunal, prestando outros concursos por conta da falta de condições de trabalho na Justiça”, alegou. Também pediu que Dimas e sua assessoria mantenham o Instituto da Remoção nos moldes atuais. “Foi um grande ganho para a Instituição e os servidores. Nosso Instituto é um dos melhores do País. Não podemos perder esse avanço”, solicitou.


Maria Helena avaliou de forma positiva esta primeira audiência com a categoria. “Este presidente demonstrou estar disposto a realizar uma gestão receptiva e transparente. Vamos trabalhar para que possamos avançar na luta geral da categoria e também nas conquistas dos pleitos dos assistentes sociais e psicólogos”, expôs.