quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Relatos do Cotidiano

A AASP Brasil está lançando o "Relatos do Cotidiano" com o objetivo de proporcionar a troca de experiências entre seus associados. Tem uma história para contar, quer compartilhar com outros profissionais? Encaminhe, que nós publicamos aqui: comunicaaaspbrasil@gmail.com
 
Nosso primeiro relato é da assistente social do Espírito Santo Andressa Veloso


domingo, 3 de setembro de 2017

Evento: Reflexões sobre o trabalho técnico social



No último dia 1º a Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Gestão do Atendimento Social e do Departamento de Atendimento Social, promoveu o evento “Reflexões sobre o trabalho técnico social”, com o objetivo de refletir a interface do trabalho social entre os profissionais de Serviço Social do Executivo e do Judiciário. A vice-presidente da AASP Brasil, Cintia Aparecida da Silva, foi uma das palestrantes. Além de Cintia, os convidados Júlio Cezar de Andrade, diretor do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS-SP) e Leonice Fazola de Quadros, assistente social da Defensoria Pública de São Paulo, também participaram dos debates.



Cintia falou sobre o trabalho do assistente social no Ministério Público do Estado de São Paulo e o debate acerca da atuação com políticas públicas. Ela explicou como a Constituição Federal de 1988 ampliou a atuação do Ministério Público criando novas oportunidades de ação política para o MP, impulsionando à normatização de outros direitos difusos e coletivos. “Tanto é assim que nenhuma das várias leis criadas após 1988, relativas aos direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos, deixou de reservar funções importantes à Instituição”, expôs. 

Nossa diretora apontou que foi também a Constituição cidadã que possibilitou a inserção do Serviço Social nos quadros do Ministério Público. Duas resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também reforçaram a necessidade de contratação de assistentes sociais. A criação do cargo para assistentes sociais no Ministério Público do Estado de São Paulo se deu em 1990, no entanto o primeiro concurso prevendo cinco vagas de assistentes sociais para a capital do estado se deu apenas em 2005. O segundo concurso prevendo 29 vagas, sendo 15 para a capital e 14 para o interior e litoral, ocorreu em 2011 e o cargo passou a ser denominado como “analista de Promotoria I – assistente social”. Atualmente, o quadro do MP-SP conta com 45 assistentes sociais, sendo 43 concursados e dois em cargos comissionados. 

Cintia lembrou que o MP-SP foi a primeira instituição do Sistema de Justiça paulista a implantar a jornada semanal de 30 horas para o Serviço Social. “Isso ocorreu cinco anos antes da promulgação da Lei nº 12.317, de 2010, constituindo-se até mesmo como vanguarda em relação aos outros Ministérios Públicos do país”, disse.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Presidente da AASP Brasil participa de evento sobre atuação dos assistentes sociais e psicólogos no Judiciário


No último dia 25 de agosto, assistentes sociais, psicólogos, juízes e outros profissionais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais participaram do I Seminário da Central de Serviço Social e Psicologia – “Desafios a interdisciplinaridade no Judiciário: novas demandas, outros olhares”. A AASP Brasil esteve presente representada pela presidente, Ana Cláudia Junqueira Burd.

O evento que visa à formação continuada dos assistentes sociais e psicólogos judiciais, discutiu temas de relevância para a área, o trabalho desenvolvido pelos profissionais e suas peculiaridades. O coordenador administrativo da Central, Eduardo Sardinha, destacou que a Central recebe, anualmente, cerca de 2.800 processos e uma média de 10 mil atendimentos são realizados.

Ana Cláudia também realizou uma fala durante o seminário. Ela aproveitou o momento para apresentar a Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos da Área Sociojurídica do Brasil – AASP Brasil. Falou sobre a história da nossa Associação, nossas ações e a importância dos profissionais associarem-se para juntos construirmos um forte e atuante coletivo no sociojurídico.


Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Representante de assistentes sociais de Moçambique visita AASP Brasil

No último dia 26 de maio, a AASP Brasil recebeu na sede da AASPTJ-SP António Álvaro Francisco, assistente social de Moçambique. Ele trouxe um pouco da situação dos profissionais do Serviço Social do país africano.
 


Moçambique tornou-se independente em 1975. O país voltou a formar assistentes sociais há apenas oito anos. Até o momento, conta com técnicos de formação média e básica e outros profissionais como psicólogos, sociólogos e economistas sociais para exercerem a função de assistente social.



António explicou que os profissionais moçambicanos estão organizando-se em uma associação com o objetivo de defender não apenas a classe profissional, mas, e sobretudo, trabalhar na discussão sobre as formas de intervenção junto aos diversos beneficiários de programas que se enquadram nas politicas sociais do governo.



Neste sentido, estando em viagem no Brasil, aproveitou o momento para visitar nossa Associação para conhecer a história e a dinâmica desta entidade, bem como da AASPTJ-SP, entender como assistentes sociais e psicólogos brasileiros organizam-se politicamente e como classe profissional.


Pela AASPTJ-SP participaram a presidente, Elisabete Borgianni, a assessora administrativa Marcia Miranda Gonsalves e a consultora Maria Magdalena Alves. Pela AASP Brasil participou a conselheira consultiva Cintia Aparecida da Silva.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Diretoras da AASP Brasil defendem mestrado e doutorado

A primeira secretária da AASP Brasil, Maila Rezende Vilela, defendeu sua dissertação de mestrado no dia 3 de abril na PUC-SP, em São Paulo. O tema do seu trabalho foi “Depoimento Sem Dano (DSD) e suas implicações nas atribuições do assistente social”. Maíla foi aprovada com 10 e seu trabalho foi indicado para publicação.
 

Veja um resumo da dissertação:



“A presente dissertação tem como objetivo analisar os impactos da metodologia do Depoimento Sem Dano no trabalho profissional do assistente social no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – TJ-SP. A proposição da pesquisa é debater como o Serviço Social está envolvido nesse projeto de inquirição de crianças, que está sendo implantado no TJ-SP, e em diversos Tribunais de Justiça brasileiros, assim como avaliar se a inquirição de crianças está dentro das atribuições do assistente social que atua no Poder Judiciário. Nesse sentido, inquirir crianças vítimas de violência sexual é atribuição do assistente social ou do magistrado? Para a realização do estudo, recorremos a um levantamento bibliográfico e documental sobre o tema e selecionamos profissionais, dentre eles: advogados, assistentes sociais e representantes das entidades representativas da categoria profissional. Os profissionais selecionados participaram de uma pesquisa que se realizou por meio de entrevistas e questionários. A partir da análise dos dados, foi possível verificar algumas polêmicas no quanto à posição dos Conselhos Federais de Serviço Social e Psicologia, da Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do TJ-SP e da Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Brasil, assim como opiniões divergentes dos assistentes sociais em relação ao método citado, além da distorção do conceito de Proteção Integral previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.”

Já no dia 4 de maio foi a vez da conselheira consultiva Cintia Aparecida da Silva defender sua tese de doutorado também na PUC-SP. A tese teve como tema "O Serviço Social no Ministério Público do Estado de São Paulo: gênese e desenvolvimento do trabalho profissional do (a) assistente social". Cintia foi aprovada com louvor.

Veja resumo do trabalho:

"A presente tese objetivou analisar a gênese e o desenvolvimento do trabalho do (a) assistente social no Ministério Público do Estado de São Paulo. Para tanto, o objeto de estudo centrou-se na análise do significado social do Serviço Social na instituição por meio de dois eixos temáticos interligados, a saber: 1) Análise do Ministério Público como instituição do Estado no cenário político brasileiro, identificando o movimento de mudanças nas suas funções tradicionais a partir dos anos 1960 e as implicações desse processo pós Constituição Federal de 1988, contexto que explica a demanda pelo Serviço Social e a incorporação de assistentes sociais em seu quadro funcional; 2) Análise do Serviço Social no Ministério Público do Estado de São Paulo, sua gênese e desenvolvimento, com foco no processamento do trabalho profissional e na sua inserção nos processos de trabalho institucionais. Por meio desses eixos analíticos foram realizadas pesquisa bibliográfica e documental em produções teóricas das áreas de Serviço Social, Direito, Ciências Sociais, Ciência Política e documentos institucionais para o aprofundamento das reflexões acerca das respostas que o Direito e o Serviço Social elaboram para as demandas da sociedade por meio das esferas de sua materialização. Para a coleta de dados, realizou-se pesquisa qualitativa por meio de entrevistas, com base em roteiro semiestruturado, com 11 sujeitos considerados significativos para o estudo, sendo 06 assistentes sociais e 05 profissionais com formação em Direito (04 membros do Ministério Público do Estado de São Paulo e 01 jurista). As análises do trabalho profissional do/a assistente social na instituição e dos  movimentos contraditórios da sociedade permitiram concluir e reforçar a importância do MPSP como espaço de inserção profissional de assistentes sociais, mas também apontaram a existência  de uma gama imensa de lugares ainda a serem ocupados pela profissão no interior da instituição;  mas para isso é urgente que o Serviço Social ultrapasse uma visão endógena e considere criticamente os determinantes institucionais e as demandas sociais para a elaboração de propostas coletivas de trabalho."