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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

AASP Brasil participa de atividade de formação do TJ-MG

Atividade tratou da Lei 13.431/17 e o trabalho do assistente social na área sociojurídica



No dia 1° de dezembro, a secretária geral, Maíla Rezende Vilela, e Elisabete Borgianni, do Conselho de Especialistas, foram instrutoras em um curso de formação promovido pela Escola Judicial (EJEF) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A atividade, que ocorreu no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, foi realizada para os assistentes sociais coordenadores dos núcleos regionais do TJ-MG. A reunião também contou com a participação de duas psicólogas. O tema da atividade foi “A Lei 13.431/17 e o trabalho do assistente social na área sociojurídica”.

Nossa presidente, Ana Cláudia Junqueira Burd, foi convidada a participar da atividade. Ela falou sobre a Associação e a importância do nosso coletivo frente aos retrocessos políticos e sociais que nosso país está vivendo.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

AASP Brasil reúne-se com assistentes sociais e desembargador do TJ-MG



O trabalho do assistente social junto a crianças e adolescentes vitimas de violência foi o principal tema de debate




Em 25 de setembro a AASP Brasil, representada por sua presidente, Ana Cláudia Junqueira Burd e por Elisabete Borgianni, membro do Conselho de Especialistas, participou da reunião do Grupo de Estudos de Assistentes Sociais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (GRAS) a qual contou com importante participação do CRESS/MG, na pessoa de sua vice-presidente, Ana Bertelli. 

Na ocasião, debateu-se o trabalho dos assistentes sociais junto a crianças e adolescentes vítimas de violência, especialmente a sexual e as melhores e mais protetivas formas de abordagem técnica no momento do primeiro atendimento e escuta profissional do que ocorreu com a criança. A reunião foi engrandecida pela participação das psicólogas Gleice Messias Cardoso Pamplona e Luisa Jaqueline de Araujo que trabalham na Delegacia Especializada de Belo Horizonte e que têm a incumbência de fazer a escuta da criança na fase do inquérito policial. Muitos pontos delicados dessa escuta e do que é esperado pelas autoridades policiais e judiciárias dessa abordagem profissional puderam ser analisados e ponderados por todos os profissionais ali presentes, reafirmando-se que o assistente social e/ou o psicólogo nunca deve pautar seu trabalho pela “busca de provas” como muitas vezes querem essas autoridades do Sistema de Justiça, mas na colheita de elementos que possam instruir um estudo psicológico ou social que seja realmente protetivo da criança ou do adolescente.

Em 26 de setembro, juntamente com o CRESS/MG, a AASP Brasil, participou de importante audiência com o desembargador Wagner Wilson, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a propósito da instalação das varas especializadas em crimes contra a criança e o adolescente, que está prevista para o próximo mês de outubro. O CRESS/MG e a AASP Brasil, juntamente com colegas que atuam no Tribunal levaram ao desembargador a preocupação com o chamado Depoimento Especial, que conforme já analisado por entidades e coletivos que militam pelo direito da infância, bem como pelos conselhos profissionais, AASP Brasil e outras entidades representativas de assistentes sociais, psicólogos traz grandes riscos de revitimização. O desembargador ressaltou que o projeto do TJ/MG almeja ser diferente dos outros uma vez que vai priorizar a integração do atendimento à criança e ao adolescente vítimas. Disse também que o projeto vai concentrar, no mesmo espaço o trabalho da Vara Criminal, do Ministério Público, da Defensoria e da Delegacia Especializada em Crimes contra a criança e o Adolescente.

Perguntado sobre quem vai realizar a escuta dentro da sala especial, o desembargador respondeu que serão assistentes sociais e psicólogos do Tribunal, devidamente capacitados, mas que ainda não está definido como serão escolhidos os que serão lotados nessa Vara Especializada. 

A audiência desenrolou-se por duas horas, pois as representantes das(os) assistentes sociais ali presentes expuseram os inúmeros problemas que ocorrem nessas salas e que violam a intimidade e os direitos dessas crianças, bem como colocaram em questão a tão proclamada “redução de danos” que a Escuta Especial ou Depoimento Especial propagandeiam. A AASP Brasil levou ao conhecimento do representante do Tribunal a literatura especializada sobre o tema, inclusive oferecendo-lhe dois importantes livros que trazem a visão de especialistas no tema. A presidente Ana Cláudia colocou preocupações a partir de sua experiência concreta como psicóloga que atua na Comarca de Sete Lagoas há vários anos e que conhece os reais danos à psique da criança que não tem seu processo subjetivo respeitado. Elisabete Borgianni sugeriu ao desembargador que monte um Grupo de Trabalho para acompanhar a implantação dessas salas, grupo que possa ser composto também por representantes do CRESS/MG e do CRP/MG, que poderão trazer ao Tribunal avaliações sobre essa escuta e as possíveis correções de rota para não violar o direito da criança e tampouco o dos profissionais. 

Abordou-se também a importância de o Tribunal facultar aos profissionais essa participação e não de obrigá-los a participar, uma vez que há muitos assistentes sociais e psicólogos, respaldados por seus conselhos profissionais e entidades representativas, que entendem que o realmente protetivo é o estudo psicológico ou o estudo social e não essa inquirição para obter provas, disfarçada de “escuta especial”. Dr.Wagner, diante dos fartos e profundos argumentos trazidos também pelo CRESS/MG e pelos colegas que atuam no cotidiano das varas, comprometeu-se a não fazer nada que não seja com muito planejamento e cuidados.

Por fim, o desembargador aproveitou a reunião para anunciar que o TJ-MG vai realizar concursos para contratação de assistentes sociais e psicólogos. Ainda não há uma definição do número de vagas, mas a empresa para a realização dos certames já está sendo contratada. 

Participaram da audiência- pelo CRESS/MG- a vice-presidente Ana Maria Bertelli e a assessora técnica Denise Cunha

Pela AASP Brasil - a presidente, Ana Cláudia Junqueira Burd e Elisabete Borgianni, membro do Conselho de Especialistas.

As Assistentes Sociais do TJ/MG – Camila Pessoa Costa Maia, Stephania Mara Santos Reis e Márcia Emisia Jacinto Barbosa
 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Presidente da AASP Brasil participa de evento sobre atuação dos assistentes sociais e psicólogos no Judiciário


No último dia 25 de agosto, assistentes sociais, psicólogos, juízes e outros profissionais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais participaram do I Seminário da Central de Serviço Social e Psicologia – “Desafios a interdisciplinaridade no Judiciário: novas demandas, outros olhares”. A AASP Brasil esteve presente representada pela presidente, Ana Cláudia Junqueira Burd.

O evento que visa à formação continuada dos assistentes sociais e psicólogos judiciais, discutiu temas de relevância para a área, o trabalho desenvolvido pelos profissionais e suas peculiaridades. O coordenador administrativo da Central, Eduardo Sardinha, destacou que a Central recebe, anualmente, cerca de 2.800 processos e uma média de 10 mil atendimentos são realizados.

Ana Cláudia também realizou uma fala durante o seminário. Ela aproveitou o momento para apresentar a Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos da Área Sociojurídica do Brasil – AASP Brasil. Falou sobre a história da nossa Associação, nossas ações e a importância dos profissionais associarem-se para juntos construirmos um forte e atuante coletivo no sociojurídico.


Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG